Você já pensou em vender seus produtos para fora do Brasil? Essa possibilidade está mais próxima do que muitos imaginam e o serviço de exportação pode ser o caminho certo para ampliar seus ganhos e posicionar melhor o seu negócio no mercado.

O serviço de exportação consiste no conjunto de ações, documentos e processos necessários para comercializar bens ou serviços com clientes internacionais. Ele envolve desde o planejamento e habilitação junto à Receita Federal até o envio da mercadoria ao exterior. Ainda que pareça algo distante, cada vez mais micro e pequenas empresas estão entrando nesse mercado e os resultados podem ser surpreendentes.
Para quem é MEI, exportar pode representar um novo capítulo na história do negócio. Isso porque as vendas internacionais não entram no limite de faturamento anual de R$ 81 mil, o que permite crescer sem estourar o teto da categoria. Além disso, existe apoio técnico de instituições como Sebrae, ApexBrasil e Correios, que facilitam o acesso aos mercados estrangeiros.
Investir em exportação é, também, uma forma estratégica de reduzir a dependência do mercado interno. Quando você expande seus horizontes, seu negócio ganha mais fôlego, visibilidade e capacidade de inovação. E o melhor: não é preciso ter uma estrutura gigantesca para começar. Com conhecimento, planejamento e orientação, é possível dar os primeiros passos com segurança.
Ao longo deste artigo, você vai entender como começar a exportar, o que precisa para exportar do Brasil, como exportar como MEI e as principais vantagens para pequenos negócios. Se você quer transformar sua empresa em um negócio mais competitivo e conectado ao mundo, continue a leitura.
Como começar a exportar passo a passo
Se você está pensando em vender seus produtos para fora do Brasil, entender como começar a exportar é o primeiro passo para entrar no mercado internacional com segurança. Embora o processo envolva algumas etapas técnicas, ele pode ser mais simples do que parece especialmente quando você tem as orientações certas.
Veja abaixo o passo a passo essencial para dar início ao seu serviço de exportação:
1. Habilite-se no Siscomex (Radar)
O primeiro passo é se cadastrar no sistema da Receita Federal conhecido como Radar/Siscomex, por meio do Portal Único de Comércio Exterior. Esse cadastro permite que a empresa tenha autorização para realizar operações de exportação.
Para o MEI ou microempresa, geralmente se utiliza o perfil “Limitado”, que tem um processo mais simples e rápido. Todo o procedimento pode ser feito online com certificado digital.
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2. Classifique o produto corretamente
Você precisará descobrir o código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) da mercadoria. Esse código define os impostos e exigências específicas de exportação para o produto que você está vendendo. Ele é essencial para preencher os documentos corretamente e evitar problemas na alfândega.
3. Negocie com o cliente internacional
Antes de enviar qualquer item, negocie condições como:
- Preço
- Prazo de entrega
- Forma de pagamento
- Termo Incoterm (define responsabilidades de frete, seguro e entrega)
Esses detalhes devem constar na fatura proforma, documento usado para formalizar a intenção de venda.
4. Prepare a documentação
A documentação básica para exportar inclui:
- Nota fiscal de exportação (emitida no sistema da sua cidade/estado)
- Fatura comercial (commercial invoice)
- Packing list (lista de embalagem)
- Contrato de câmbio (se necessário)
Cada país pode exigir documentos adicionais, por isso é importante verificar com o importador e, se possível, contar com o apoio de um despachante aduaneiro.
5. Realize o despacho aduaneiro
Com a documentação pronta, o próximo passo é registrar a exportação no Portal Único Siscomex, onde será feito o despacho aduaneiro. Esse processo oficializa a saída da mercadoria do Brasil. O acompanhamento pode ser feito em tempo real.
6. Envie a mercadoria e monitore a entrega
Agora é hora de embarcar o produto! Isso pode ser feito por transportadora, Correios (via Exporta Fácil), navio ou avião. O ideal é escolher a modalidade com melhor custo-benefício, considerando o destino, tipo de produto e urgência.
Começar um serviço de exportação pode parecer desafiador no início, mas com esse passo a passo, você já tem uma base sólida para estruturar seu processo com confiança. E lembre-se: existem muitas ferramentas e instituições prontas para te ajudar nesse caminho, inclusive para quem está começando agora.
O que precisa para exportar do Brasil com segurança
Saber o que precisa para exportar do Brasil é essencial para evitar problemas legais, atrasos e prejuízos durante o processo. Independentemente do porte da sua empresa seja um MEI, uma microempresa ou um pequeno negócio cumprir as exigências legais e preparar a documentação corretamente é o que garante que o serviço de exportação seja feito de forma segura e eficiente.
Cadastro e regularidade da empresa
Antes de qualquer operação, sua empresa precisa estar com o CNPJ ativo, dados atualizados na Receita Federal e com as obrigações fiscais em dia. Isso inclui o cumprimento de obrigações acessórias como o DAS (para MEIs) e declarações periódicas.
Habilitação no Radar/Siscomex
Como vimos anteriormente, esse é o primeiro requisito técnico. Sem essa habilitação, não é possível acessar o sistema oficial de exportações do governo.
Documentação necessária
A documentação para exportar varia conforme o produto, o país de destino e o tipo de transporte, mas em geral, você vai precisar de:
- Nota fiscal de exportação
- Fatura comercial (invoice)
- Packing list (lista de volumes/embalagens)
- Conhecimento de embarque (ex: BL – Bill of Lading para transporte marítimo)
- Declaração Única de Exportação (DU-E)
Importante: Todos esses documentos devem estar coerentes entre si. Qualquer divergência pode causar retenção da carga na alfândega.
Classificação fiscal correta
Usar o código NCM adequado ao seu produto evita o pagamento indevido de impostos ou até mesmo a proibição da exportação. Se tiver dúvidas, procure ajuda especializada ou consulte o site da Receita Federal.
Atenção às exigências do país de destino
Cada país tem suas próprias normas sanitárias, fiscais e logísticas. Alguns exigem certificados específicos, licenças de importação ou autorização de agências reguladoras. Verifique com o comprador e, se necessário, consulte órgãos como a ApexBrasil.
Evite erros comuns
Muitos empreendedores cometem falhas simples que podem ser evitadas com planejamento. Entre os erros mais comuns estão:
- Enviar mercadorias sem contrato definido
- Preencher documentos com informações inconsistentes
- Deixar de conferir exigências legais do país importador
- Não contratar seguro internacional
Ter clareza sobre o que precisa para exportar do Brasil é o melhor caminho para tornar seu serviço de exportação mais seguro e confiável. Quanto mais bem estruturado for o processo, maiores são as chances de sucesso e fidelização do cliente internacional.
Como exportar como MEI e as regras que você deve seguir
Se você tem um CNPJ como Microempreendedor Individual e está em busca de novas oportunidades para crescer, entender como exportar como MEI pode abrir portas para um mercado muito maior o internacional. E a boa notícia é que, sim, o MEI pode realizar serviço de exportação, desde que siga algumas regras específicas.
Apesar da simplicidade do regime, o MEI não está limitado apenas ao mercado interno. A legislação brasileira permite que o microempreendedor exporte seus produtos, desde que observe pontos importantes relacionados a limites de faturamento, obrigações fiscais e procedimentos legais.
O que o MEI precisa saber antes de exporta
- O faturamento anual máximo de R$ 81 mil continua valendo apenas para operações dentro do Brasil.
- As receitas de exportação não entram nesse limite, ou seja, é possível vender para o exterior sem ultrapassar o teto do MEI.
- O MEI também deve estar regularizado junto à Receita Federal e manter em dia suas obrigações mensais, como o pagamento do DAS.
Como funciona o processo para o MEI exportar
Veja os principais passos adaptados para o MEI que deseja realizar um serviço de exportação:
- Habilitar-se no Siscomex: o MEI também precisa de acesso ao sistema da Receita Federal para registrar exportações. A solicitação é feita digitalmente.
- Emitir nota fiscal de exportação: essa nota é diferente da venda nacional e deve ser emitida conforme as regras do seu estado.
- Utilizar o Exporta Fácil dos Correios (opcional): ideal para envios de menor valor (até US$ 50 mil por remessa), esse programa simplifica o processo logístico para MEIs e pequenos negócios.
Atenção aos limites e cuidados
Embora seja possível exportar, o MEI não pode prestar serviços internacionais, apenas vender produtos físicos para fora do país. Além disso, é essencial respeitar as exigências do país de destino, como normas sanitárias, tributárias e de rotulagem.
Outra dica importante é verificar se seu produto exige licenciamento especial para exportação, o que pode envolver autorização de órgãos como Anvisa, Mapa ou Inmetro.
Exportar como MEI é uma oportunidade real e acessível, mas que exige atenção aos detalhes e uma boa dose de planejamento. Ao seguir corretamente os passos e respeitar as regras, você pode transformar o seu pequeno negócio em uma marca de alcance internacional e isso sem sair do regime simplificado do MEI.
Vantagens da exportação para pequenos negócios: seu produto pode ir mais longe
Expandir o alcance do seu negócio é o sonho de muitos empreendedores. E o serviço de exportação oferece justamente essa oportunidade: levar seu produto para novos mercados, conquistar mais clientes e fortalecer sua marca além das fronteiras do Brasil.
Ao contrário do que muitos pensam, a exportação não é um privilégio exclusivo de grandes empresas. Micro e pequenos negócios inclusive os que atuam como MEI podem se beneficiar muito ao vender para o exterior, com o suporte de programas de incentivo, simplificação nos processos e canais como o Exporta Fácil dos Correios.
Confira algumas das principais vantagens da exportação para negócios de menor porte:
Aumento do faturamento
Vender para fora do país abre uma nova fonte de receita para sua empresa. E o melhor: as receitas de exportação não entram no limite de R$ 81 mil do MEI, o que significa mais vendas sem sair do regime simplificado.
Expansão de mercado
A exportação permite que você alcance um público maior, em diferentes países e com perfis variados. Isso reduz a dependência do mercado interno e protege seu negócio em tempos de instabilidade econômica local.
Fortalecimento da marca
Quando uma empresa começa a exportar, ela ganha mais visibilidade e credibilidade. Um produto que é aceito em outros países transmite qualidade e profissionalismo — atributos que também valorizam sua marca no mercado nacional.
Estímulo à inovação
O contato com clientes internacionais e padrões de qualidade exigentes estimula melhorias no produto, no atendimento e na logística. Isso gera um ciclo de aprendizado e evolução que impacta diretamente o crescimento do negócio.
Acesso a linhas de crédito e apoio institucional
Quem atua com exportação pode acessar linhas especiais de financiamento e receber apoio de instituições como Sebrae, ApexBrasil e BNDES. Isso facilita investimentos em produção, embalagem, transporte e tecnologia.
Ao investir em serviço de exportação, o pequeno empreendedor abre as portas para um mundo de possibilidades. Mais do que uma estratégia de crescimento, exportar é um passo firme rumo à consolidação do seu negócio no cenário global com segurança, planejamento e muito mais potencial do que se imagina.
Instituições que ajudam você a exportar
Dar os primeiros passos no serviço de exportação pode parecer desafiador, mas a verdade é que você não precisa fazer tudo sozinho. Existem diversas instituições públicas e parceiras do empreendedor que oferecem apoio técnico, capacitação e serviços específicos para quem quer começar a exportar inclusive MEIs.