Profissionais autônomos muitas vezes enfrentam dificuldades na hora de comprovar sua renda, especialmente quando precisam solicitar um financiamento, abrir uma conta bancária ou realizar qualquer transação que exija comprovação de ganhos. Para atender a essa necessidade, existe a Decore Autônomo, um documento contábil que certifica oficialmente os rendimentos de trabalhadores que não possuem vínculo empregatício formal.
Emitida exclusivamente por contadores registrados no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), a Decore Autônomo é fundamental para garantir que autônomos e profissionais liberais tenham acesso a serviços financeiros e outras oportunidades que exigem essa comprovação. Diferente de um holerite ou contracheque, que são comuns para trabalhadores com carteira assinada, esse documento serve como um atestado legítimo da renda de quem trabalha por conta própria.
Além disso, entender a Decore Autônomo é essencial para evitar problemas com instituições financeiras e órgãos fiscais. Muitos autônomos não sabem quais documentos precisam apresentar para emissão desse comprovante e acabam enfrentando dificuldades desnecessárias.
Outro ponto relevante é que, assim como a emissão da Decore é um passo importante para a organização financeira do trabalhador autônomo, o controle e a regularização de tributos também fazem parte desse processo. Por isso, é interessante conhecer mais sobre a emissão do PGMEI, um sistema voltado para quem deseja manter suas obrigações fiscais em dia. No final deste artigo, explicaremos melhor a relação entre esses dois aspectos essenciais para a formalização e a segurança financeira do autônomo.
Quem Pode Emitir a Decore para Autônomo?
A Decore Autônomo é um documento contábil oficial, e sua emissão não pode ser feita por qualquer pessoa. Apenas contadores devidamente registrados no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) têm permissão para emitir esse comprovante. Essa exigência garante que a comprovação de renda dos autônomos seja feita de forma legítima e com base em documentos válidos.

Os contadores são responsáveis por validar as informações financeiras do profissional autônomo antes de gerar a Decore Autônomo. Para isso, eles analisam documentos que comprovem a entrada de receitas, como declarações de imposto de renda, recibos, notas fiscais e extratos bancários. Esse procedimento é fundamental para evitar fraudes e assegurar que os dados informados sejam compatíveis com a realidade financeira do trabalhador.
Além de garantir a veracidade das informações, o contador que emite a Decore Autônomo precisa armazenar os documentos utilizados como base para a emissão por pelo menos cinco anos. Isso ocorre porque o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Receita Federal podem solicitar auditorias e verificações, assegurando que todas as declarações estejam corretas.
Dessa forma, é essencial que autônomos e profissionais liberais procurem um contador de confiança para realizar esse processo. Emitir a Decore Autônomo sem os devidos registros ou com informações inconsistentes pode gerar complicações fiscais e dificultar a obtenção de crédito no futuro.
Como Emitir a Decore para Autônomos Passo a Passo
A emissão da Decore Autônomo segue um processo rigoroso para garantir que o documento seja válido e aceito por instituições financeiras e órgãos reguladores. Como se trata de um comprovante oficial de renda, ele deve ser emitido exclusivamente por um contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). A seguir, veja o passo a passo para obter a sua Decore Autônomo de forma correta.
1. Contrate um Contador Habilitado
O primeiro passo para emitir a Decore Autônomo é procurar um contador que esteja devidamente registrado no CRC. Esse profissional será responsável por verificar os documentos que comprovam a renda do autônomo e emitir a declaração de forma segura e dentro das normas contábeis.
2. Separe a Documentação Necessária
Para que o contador possa validar a renda e emitir a Decore Autônomo, é preciso apresentar documentos que comprovem os rendimentos. Dependendo da atividade exercida, podem ser exigidos:
- Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF);
- Notas fiscais emitidas para clientes ou empresas;
- Recibos de prestação de serviços;
- Extratos bancários que demonstrem os depósitos recebidos;
- Livro Caixa (caso o autônomo utilize essa forma de controle financeiro).
A documentação correta é essencial para garantir que a Decore Autônomo seja aceita sem questionamentos.
3. O Contador Acessa o Sistema do CRC
Com os documentos em mãos, o contador acessa o sistema eletrônico do CRC para realizar a emissão da Decore Autônomo. Esse sistema permite que o profissional insira todas as informações financeiras do autônomo e emita um documento autenticado digitalmente.
4. Assinatura e Validação da Decore Autônomo
Após preencher todas as informações e anexar os documentos comprobatórios, o contador assina digitalmente a Decore Autônomo e gera o documento oficial. Esse comprovante pode ser impresso ou enviado digitalmente para ser apresentado sempre que necessário.
5. Uso da Decore e Cuidados Importantes
A Decore Autônomo tem validade de 90 dias a partir da data de emissão. Durante esse período, pode ser usada para comprovar renda em financiamentos, abertura de contas, solicitação de crédito e outras situações. No entanto, é fundamental que o autônomo mantenha sua documentação financeira sempre organizada, pois novas emissões podem ser necessárias no futuro.
Seguindo esses passos, o autônomo garante que sua renda seja reconhecida oficialmente, facilitando o acesso a serviços bancários e oportunidades financeiras.
Documentos Necessários para Emitir a Decore Autônomo
Para que um contador possa emitir a Decore Autônomo, é essencial que o profissional autônomo apresente documentos que comprovem sua renda de forma legítima. A exigência desses documentos garante que a declaração seja aceita por bancos, instituições financeiras e órgãos reguladores.
A seguir, veja quais são os principais documentos necessários para a emissão da Decore Autônomo, de acordo com o perfil do trabalhador.
1. Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF)
A Declaração do Imposto de Renda é um dos documentos mais importantes para comprovar a renda de um autônomo. Caso o profissional tenha feito a declaração no último exercício fiscal, o contador pode utilizá-la como base para a emissão da Decore Autônomo.
2. Notas Fiscais Emitidas
Se o autônomo presta serviços para empresas ou emite notas fiscais eletrônicas, esses documentos são uma das formas mais seguras de comprovação de renda. O contador pode solicitar um conjunto de notas fiscais para verificar a média de faturamento antes de emitir a Decore Autônomo.
3. Recibos e Comprovantes de Pagamento
Autônomos que recebem pagamentos por serviços prestados podem apresentar recibos assinados pelos clientes como forma de comprovação. Esse método é comum entre profissionais liberais que não emitem notas fiscais regularmente.
4. Extratos Bancários Recentes
O contador pode solicitar extratos bancários dos últimos três a seis meses, dependendo do caso. Esses extratos ajudam a demonstrar a entrada de valores recorrentes na conta do autônomo, servindo como prova da sua renda habitual.
5. Livro Caixa e Comprovantes de Contribuições Previdenciárias
Para autônomos que fazem a gestão financeira por meio do Livro Caixa, esse documento pode ser uma fonte importante para a emissão da Decore Autônomo. Além disso, contribuições previdenciárias, como o pagamento do INSS, podem ser utilizadas para complementar a comprovação da renda.
A Importância da Documentação Correta
A organização dos documentos é essencial para evitar problemas na hora de solicitar a Decore Autônomo. Se a documentação estiver incompleta ou inconsistente, o contador pode se recusar a emitir o documento, pois ele é responsável legal pela veracidade das informações.
Por isso, o autônomo deve manter seus registros financeiros organizados e atualizados. Dessa forma, sempre que precisar da Decore Autônomo, o processo será mais rápido e sem complicações.
Quanto Tempo Vale a Decore e Como Corrigir Erros?
A Decore Autônomo é um documento de grande importância para a comprovação de renda, mas sua validade é temporária. De acordo com as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Decore Autônomo tem validade de 90 dias a partir da data de emissão. Após esse período, caso o autônomo precise de uma nova comprovação de renda, será necessário solicitar outra emissão ao contador, apresentando novamente os documentos necessários.
Essa limitação de tempo existe para garantir que as informações estejam sempre atualizadas e reflitam a realidade financeira do profissional. Como a renda de um autônomo pode variar ao longo dos meses, bancos e instituições financeiras exigem um documento recente para avaliar a capacidade financeira do solicitante.
Como Corrigir Erros na Decore Autônomo?
Caso um erro seja identificado na Decore Autônomo logo após a emissão, existe um prazo para correção. O contador que emitiu o documento pode retificá-lo dentro de um período de até sete dias. Após esse prazo, qualquer alteração será impossível, sendo necessário emitir uma nova declaração.
Os principais erros que podem ocorrer incluem:
- Informações incorretas sobre o rendimento declarado;
- Dados pessoais do autônomo com erros ou incompletos;
- Documentação apresentada incompatível com o valor informado.
Para evitar problemas, é fundamental que o autônomo revise atentamente os dados antes de autorizar a emissão da Decore Autônomo. Uma correção tardia pode resultar em atrasos para obtenção de financiamentos, abertura de contas e outras situações que exigem a comprovação de renda.
A Relação Entre a Decore Autônomo e a Emissão do PGMEI
Como vimos ao longo deste artigo, a Decore Autônomo é essencial para autônomos que precisam comprovar sua renda. No entanto, para microempreendedores individuais (MEIs), a regularização financeira vai além da emissão da Decore.
O PGMEI (Programa Gerador de DAS do MEI), que explicamos detalhadamente neste artigo, é um sistema que permite ao MEI pagar seus impostos e manter suas obrigações fiscais em dia. Isso significa que, enquanto a Decore Autônomo comprova os rendimentos, o PGMEI garante que o microempreendedor esteja regular perante a Receita Federal.
No final das contas, manter a documentação financeira organizada e buscar orientação contábil são passos essenciais tanto para autônomos quanto para MEIs que desejam garantir acesso a crédito, benefícios previdenciários e segurança jurídica no exercício de suas atividades.